Liga combate pobreza ignorada
pelos «rankings» de sucesso

Texto António Lopes Fotos Vanessa Gil
Surgiu há pouco mais do que dois anos e já ajudou a resolver muitos problemas de extrema carência entre os alunos. Fala-se da Liga dos Amigos da ESAC que, atenta aos casos de pobreza não revelados pelos «rankings» de sucesso das escolas regularmente publicados na imprensa, tenta socorrer alunos que passam fome, sentem frio ou enfrentam outras carências básicas, como, por exemplo, a falta de atenção.
A acção da Liga dos Amigos da ESAC prolonga e efectiva uma prática que já era habitual na nossa escola: acudir, muito discretamente, a situações de extremas dificuldades vividas por membros da nossa comunidade. Esta é uma das revelações das professoras Anabela Rosmaninho, a presidente da Direcção da Liga dos Amigos da ESAC, e Fernanda Cristóvão, que são os rostos mais visíveis da organização.
A entrevista conjunta com Anabela Rosmaninho e Fernanda Cristóvão ajuda a conhecer quase tudo sobre o alcance e significado da actividade da Liga dos Amigos da ESAC, cujo maior sonho é possuir um espaço próprio a partir do qual possa melhor organizar e desenvolver a sua actividade.
Leia e comente.
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Ter sucesso é impedir o abandono escolar
Ajudar os desfavorecidos é um dos lemas da existência e intervenção da Liga dos Amigos da ESAC. Isso tem sido conseguido?
Anabela Rosmaninho (AR): A Liga surgiu num contexto específico, da necessidade urgente de dar resposta a problemas de enorme carência por parte de muitos dos nossos alunos. Na verdade, a ideia nem foi inovadora dado que era já uma prática mais ou menos comum entre os professores e funcionários da ESAC, concretamente a de juntarem-se para ajudar os alunos mais carenciados. A Liga surgiu, pois, pela necessidade de operacionalizar esta prática de uma forma mais efectiva e constante.
Fernanda Cristóvão (FC): No fundo tratou-se de dar ouvidos a um apelo que todos nós sentimos, que era o de ajudar quem tem menos possibilidades ou está a passar por um mau bocado. Nesse sentido, considero que temos alcançado os nossos objectivos. Até hoje nunca recusamos um pedido de ajuda que nos tenha sido dirigido.
Como a escola pública, democrática, gratuita e universal se compatibiliza com a existência de alunos socialmente desfavorecidos? Qual o seu grau de sucesso?
AR (rindo): A Escola, melhor dizendo, o Ensino, nada tem de democrático ou gratuito. Ter direito a alguma coisa não é sinónimo de o ter de facto e, se no passado, se lutou pelos direitos agora temos de lutar pela efectivação desses mesmos direitos. Não se trata só da aquisição dos materiais necessários, como manuais escolares, cadernos ou pagamento de propinas, mas de um problema bastante mais grave que é o de constatarmos existirem famílias que, literalmente, não têm meios para alimentar os seus filhos. Tratam-se de jovens que não podem praticar desporto porque não têm “ténis” ou não conseguem estudar porque não o permite as dores de cabeça, provocadas pela falta de dinheiro para ir ao oftalmologista e, consequentemente, pela impossibilidade de adquirir o imprescindível par de óculos. Estamos a falar de jovens que passam frio e fome e vivem submersos numa pobreza envergonhada e silenciada por uma sociedade que analisa “rankings” de sucesso.
FC: Não encontro democracia nem ensino gratuito numa sociedade que olha para o lado quando um jovem abandona a escolaridade por não ter dinheiro para pagar o passe do autocarro ou não vai a uma visita de estudo por não poder custeá-la. Ter sucesso, nestas circunstâncias, é, muitas vezes, tão-somente conseguir impedir o abandono escolar e adiar a entrada no mercado de trabalho até à maioridade; é permitir que as nossas crianças tenham tempo de ser crianças.
Mas, em concreto, que factores ou factos levaram à criação da Liga dos Amigos da ESAC?
AR: A Liga, como ideia, surgiu em pleno período natalício, quando um grupo de professores se uniu para dar mais dignidade à noite de Natal de um aluno. O resto foi surgindo pela necessidade de dar corpo legal à ideia. No espaço de um ano lectivo, a Liga estava de pé como associação sem fins lucrativos. Nós demos o pontapé de saída para legalizar aquilo que já se fazia frequentemente cá na escola.
Fazer sentir que as pessoas não estão sózinhas
Quais as principais áreas de actuação da Liga e que tipo de problemas têm tentado ajudar a resolver?
FC: A Liga presta especial atenção àquilo que são as necessidades básica da comunidade escolar. Os alunos são a nossa prioridade, mas tentamos dar resposta a todas as situações que, comprovadamente, são de carência. Em termos gerais, a nossa ajuda centra-se ao nível alimentar, de saúde, vestuário, visitas de estudo, manuais e material escolar, transporte para a escola, propinas… e ouvir as pessoas, prestar-lhes atenção, fazer-lhes sentir que não estão sozinhas.
Como se faz uma abordagem a um caso problemático que a Liga pretende ajudar a resolver?
FC: As situações de carência chegam-nos pelos professores, sejam eles directores de turma ou não, funcionários, pelo SASE e, ainda, por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação mais complicada. Pedimos à pessoa que sinalizou a situação para preencher um formulário onde nos dê conhecimento do caso. Os funcionários têm um papel fundamental, pois muitas vezes apercebem-se de situações que nos escapam e até mesmo porque mantém com os alunos uma relação de proximidade que permite detectar muitas situações complicadas. O processo decorre com a averiguação do facto para confirmação da situação de carência, para o que se revela fundamental o papel dos directores de turma, como fontes privilegiadas dada a sua proximidade aos alunos e respectivos encarregados de educação.
AR: Cada caso é mantido em absoluto sigilo de forma a respeitar e manter a dignidade das pessoas, já por si abalada pelo problema de carência. A decisão é tomada entre os membros dos órgãos da Liga e obedece a um critério muito simples: se o aluno precisa, tem de ser ajudado.
O tempo é o contributo mais precioso
Quais os apoios que a Liga recebeu ou tem recebido?
AR: A Liga tem recebido o maior dos apoios: uma comunidade escolar que participa activamente nas actividades que desenvolvemos e compra os nossos produtos. Contamos com a ajuda imprescindível dos professores, dos funcionários e dos alunos que contribuem com ofertas, donativos, cotas, bens alimentares… e, por vezes, com o mais importante dos contributos: o tempo. Há pessoas que, não fazendo parte da escola, são desde o início membros activos da Liga, desde colegas já reformados, mães e pais de muitos de nós, a pessoas que não precisam de conhecer o rosto da tristeza para estenderem a mão. Os fundos da Liga provêm de três fontes: cotas dos sócios, donativos (sejam eles em bens materiais ou dinheiro) e a venda dos nossos produtos. As já tão conhecidas amêndoas ou as compotas são só um exemplo.
Que tipo de relação a Liga mantém com a comunidade envolvente mais próxima?
FC: Sempre que necessitamos de algum apoio a Liga tem conseguido envolver outras entidades, nomeadamente a Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho, que se revela sempre muito disponível. As editoras também têm sido receptivas aos nossos pedidos de manuais e a Texas Instruments já nos deu uma máquina de calcular gráfica para emprestar aos alunos com dificuldades em adquirir este equipamento caro. Por sua vez a Delta Cafés, sempre que fazemos algum evento, fornece o café e a máquina. No entanto temos muita dificuldade em manter contactos mais estreitos com outras entidades devido à falta do bem mais precioso para estes projectos que é o tempo. O mais importante para podermos conseguir dinheiro para responder às situações de carência detectadas é, sem dúvida, o tempo necessário para a abordagem. Muitas empresas poderiam colaborar neste empreendimento de responsabilidade social, recolhendo benefícios através da lei do mecenato.
A realidade actual continua a justificar a existência da Liga nos moldes inicialmente constituídos ou essa mesma realidade aconselha agora a uma mudança no modo de actuar?
AR: A Liga continua a dar resposta às mesmas necessidades básicas de quando foi constituída e, infelizmente, cada vez mais se comprova a necessidade de organizações deste género.
A Liga consegue resolver todos os problemas sociais e económicos que se manifestam na nossa escola e provocam a desigualdade de oportunidades na aprendizagem e na educação?
FC: Naturalmente que não conseguimos suprir todas as dificuldades, pois há muita gente a precisar de ajuda, de muitos tipos de ajuda. É por isso que continuamos a existir mas também é verdade que, até hoje, temos conseguido dar resposta a todos os casos sinalizados. Temos como prioridade suprir as necessidades básicas, dotar os alunos do material necessário e evitar o abandono escolar. Temos consciência, porém, que só nos podemos mover no âmbito das nossas possibilidades e do tempo que dispomos, já que estamos a falar de trabalho de voluntariado.
AR: Por vezes não é necessário contribuir com bens materiais ou dinheiro para cumprimos os nossos objectivos, basta dar um pouco de afecto a quem está mais carente ou simplesmente fazermos sentir que as pessoas são a nossa mais-valia. Não esquecemos, por exemplo, a felicidade dos amigos a quem fomos cantar as Janeiras no Dia dos Reis, com quadras personalizadas.
Ter um espaço próprio é um sonho da LAESAC
Quais as principais ambições da Liga dos Amigos da ESAC?
FC: Temos mais e maiores ambições que gostaríamos de ver materializadas, como, por exemplo, dar outro tipo de resposta no apoio psicológico a alunos, famílias ou a qualquer pessoa da comunidade escolar. Conseguimos, no ano lectivo anterior, dispor de uma psicóloga que prestava esse tipo de apoio um par de horas por semana, mas foi um grande investimento a que a Liga dificilmente responde por não poder pagar os honorários a um profissional a tempo inteiro.
AR: Ter um espaço, uma sala onde pudéssemos trabalhar e guardar os materiais e bens que nos oferecem também seria a concretização de um sonho. Ainda recentemente um grupo de alunos da Área de Projecto fez uma campanha de angariação de alimentos, que foram ofereceu à Liga. Esses bens estão provisoriamente guardados numa sala de aula mas temos de os distribuir rapidamente uma vez que temos de libertar o referido espaço. Seria excelente poder fazer essa distribuição à medida que as situações de carência fossem surgindo. Outra das nossas ambições, que deverá concretizar-se ainda este ano lectivo, será a distribuição gratuita de um lanche a meio da manhã ou da tarde aos alunos que beneficiam de apoio social escolar.
Como projectam o futuro da Liga dos Amigos da ESAC?
AR: O futuro ideal seria não ser preciso que a Liga continuasse a existir.
Que reconhecimentos a Liga dos Amigos da ESAC já recebeu desde a sua entrada em funcionamento?
AR: Tudo o que fazemos é por uma necessidade interior de intervir, de melhorar as condições de dignidade de vida dos que nos rodeiam. Só lamento não poder fazer mais. Considero, no entanto, que a Liga é mais do que cada um de nós, é mais do que todos nós. A Liga não é uma associação abstracta, tem corpo e vida próprios e, nesse sentido, penso que é uma Instituição que ganhou o respeito de toda a comunidade. A Liga faz parte da ESAC, do Barreiro, das vidas de cada um de nós, da história pessoal e colectiva, da memória do que vale a pena ser lembrado e, talvez por isso mesmo, a existência da Liga esteja agora aqui a ser reconhecida pelo Olhudo.
FC: Acredito que a Liga toca as vidas de muita gente, dos que ajuda, dos voluntários e dos alunos que tomam conhecimento desta Associação. Estas pessoas não ficam indiferentes à existência da Liga, ao seu projecto, aos valores que promove. Numa escola que melhor forma de educar para a cidadania e para a promoção da solidariedade do que pelo exemplo?! Penso que esta “sementeira” dará os seus frutos nas vidas daqueles que conseguimos tocar. Este é o melhor reconhecimento para o nosso sonho.
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ANABELA ROSMANINHOIdade 39
Naturalidade Curia Filhos 1 Residência Barreiro Departamento Curricular Filosofia |
N.º de anos como profissional no sistema de ensino 18
N.º de anos como profissional na ESAC 7
Escolas anteriores como professora Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (Leiria), Colégio Nossa Senhora da Assunção (Anadia), Escola Secundária da Anadia (Anadia), Escola Secundária do Cartaxo (Cartaxo), Escola Secundária de São João da Talha (São João da Talha), Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Jardim de Infância que frequentou Nunca frequentou porque acompanhava diariamente os pais para a escola do então ensino primário onde eram professores
Escola básica do 1.º ciclo Espairo (Anadia)
Escola básica do 2.º ciclo Colégio Nossa Senhora da Assunção (Anadia)
Escola básica do 3.º ciclo Colégio Nossa Senhora da Assunção (Anadia)
Escola secundária Escola Secundária da Anadia (Anadia)
Curso superior Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Signo do Zodíaco – Touro
Signo chinês – Macaco
Passatempo preferido – Ler
Cantor/banda preferidos – Nuno Guerreiro
Desporto preferido – várias modalidades de corrida
Escritor ou livro preferidos – Eça de Queiroz
Filme preferido – O Monstro
Actor ou actriz preferidos – Sean Connery
Político de preferência – Nenhum
Prato preferido – Sopa
Países que conhece – Espanha e Itália
Maior sonho da vida – Ter paz
Opinião
Quais os maiores perigos e males da humanidade?
A Humanidade corre sérios riscos de extinção pelo desrespeito pelo ambiente. O maior mal da Humanidade é, sem dúvida, o desrespeito pelo Outro como Pessoa.
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FERNANDA CRISTÓVÃOIdade 46
Naturalidade Oeiras Filhos 2 (rapaz de 19 anos e rapariga de 16) Residência Barreiro Departamento Curricular J |
N.º de anos como profissional no sistema de ensino: 26 anos
N.º de anos como profissional na ESAC: 17 anos
Escolas anteriores como professora: Escola Secundária da Moita; Escola Secundária Alfredo da Silva (Barreiro); Escola Secundária da Baixa da Banheira (Moita); Escola Secundária de Santo André (Barreiro); Escola dos 2.º e 3.º ciclos da Quinta Nova da Telha (Barreiro)
Jardim de Infância que frequentou: Nenhum
Escola Básica do 1.º Ciclo: Escola Feminina de São Sebastião da Pedreira (Lisboa)
Escola Básica do 2.º Ciclo: Escola Preparatória Dom Luís Mendonça Furtado (Barreiro)
Escola Básica do 3.º Ciclo: Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva (Barreiro)
Escola secundária: Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva (Barreiro)
Curso superior: Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE)
Signo do Zodíaco: Virgem
Signo chinês: Búfalo
Passatempo preferido: Passear, conviver com a família e os amigos, ler
Cantor/banda preferidos: Phil Collins
Desporto preferido: Automobilismo
Escritor ou livro preferidos: Isabel Allende
Filme preferido: A via é Bela
Actor ou actriz preferidos: Tom Cruise
Político de preferência: Mário Soares e Álvaro Cunhal
Prato preferido: Sardinhas assadas com salada
Países que conhece: Austrália, EUA, Nova Zelândia, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda
Maior sonho da vida: A felicidade dos meus filhos numa sociedade mais justa.
Opinião
Quais os maiores perigos e males da humanidade?
O egoísmo das pessoas e a violação dos direitos humanos, não respeitando os sentimentos dos outros; a gestão irracional dos recursos naturais.
Ajudar a ajudar

A Liga dos Amigos da ESAC produziu e emitiu, em Setembro de 2007, o balanço da actividade desenvolvida pela organização no ano lectivo de 2006/2007.
O «Olhudo» transcreve na íntegra o documento, imediatamente a seguir.
Barreiro, 03 de Setembro de, 2007
Aos Amigos sócios e não sócios da Liga dos amigos da ESAC, que acreditam e confiam neste projecto, consideramos importante neste momento informar do Balanço da nossa actividade voluntária no ano lectivo 2006/2007, que embora modesta e discreta esteve sempre assente nos valores do afecto e entreajuda perante todas as situações que foram apresentadas de quem perto de nós necessitava do nosso apoio imediato.
As situações foram apresentadas por órgãos, professores, funcionários e alunos, que de forma atenta as detectaram e denunciaram à Direcção para serem avaliadas. Tendo este órgão aprovado todos os pedidos.
Assim, a nossa Liga canalizou a suas verbas para:
-
Honorários com a Psicóloga = 1060 €
- Serviços de saúde = 172 €
- Matriculas = 102,88 €
- Despesas Escolares (Material, visitas de estudo, transportes, equipamentos) = 323,45 €
- Apoio individualizado urgente (devidamente comprovado) = 698 €
Total = 2356,33€ -
Apoio alimentar e em géneros para os quais não foram canalizadas verbas mas resultaram de campanhas e contactos para a angariação dos mesmos (Banco alimentar; uma família um brinquedo; apoios das empresas Texas Instruments, Delta, Amarsul e da CMB)
As nossas receitas tiveram as seguintes origens:
- Quotas dos sócios
- Donativos em dinheiro e em materiais para venda
- Venda de materiais criados através das nossas actividades
A nossa actuação só foi possível devido ao forte apoio de TODOS que de forma directa ou indirecta colaboraram nas nossas actividades para angariação de fundos. Atendendo que, até à presente data somos 76 sócios com uma quota anual de 10€ (total 760€), só com muito trabalho voluntário foi possível conseguir as receitas necessárias para fazermos fase às despesas mencionadas. Com a particularidade que apenas canalizamos 190,96€ do valor das quotas dos sócios.
Consideramos ser importante manter o nosso espírito solidário, dando continuidade a este projecto voluntário aumentando, se possível, a abrangência da nossa actuação. Para tal, é necessário estar cada vez mais atentos aos sinais de necessidade de quem perto de nós convive.
A Liga dos Amigos da ESAC necessita de ajuda para ajudar, logo todo o tipo de apoio será sempre bem-vindo.
Obs: As quotas para o presente ano lectivo já estão a pagamento desde Julho de 2007
Sem mais de momento.
Atenciosamente
Todos os órgãos da Associação
Solidariedade, protecção e conforto

O logótipo da Liga dos Amigos da ESAC é uma criação generosa do professor João Pedroso, da área das Artes Visuais.
No logótipo identificam-se dois aspectos simbólicos fundamentais: a forma em espiral simboliza o movimento de solidariedade e os sentidos de protecção e de conforto (caracol/casa) e a cor maioritariamente verde representa a esperança e a positividade que se pretende transmitir a todos os membros da comunidade.
Vale a pena ainda ler os estatutos da Liga dos Amigos da ESAC, que se transcreve imediatamente a seguir.
LIGA DOS AMIGOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA
AUGUSTO CABRITA (LAESAC)
*
ESTATUTOS
Artigo primeiro
A Liga dos Amigos da Escola Secundária Augusto Cabrita, a seguir designada por Liga, tem duração ilimitada e sede na Escola Secundária Augusto Cabrita, Rua Maria Lamas, freguesia do Alto do Seixalinho, concelho do Barreiro.
Artigo segundo
A Liga dos Amigos da Escola Secundária Augusto Cabrita abrange a comunidade escolar envolvente.
Artigo terceiro
A Liga é uma associação sem fins lucrativos tendo por objecto o apoio a famílias carenciadas.
Artigo quarto
Na prossecução do seu objecto social, a Liga propõe-se a:
a) Promover valores de solidariedade social;
b) Educar para a cidadania;
c) Despistagem e apoio a situações críticas;
d) Promover junto das Autarquias e outras entidades competentes a colaboração e participação nas actividades propostas pela Liga;
e) Promover parcerias com entidades privadas que colaborem com as actividades da Liga;
f) Comparticipar na aquisição de materiais/equipamentos escolares.
Artigo quinto
Podem ser membros da Liga todos os cidadãos maiores de dezoito anos assim como empresas privadas e outras entidades públicas.
Artigo sexto
São órgãos da Associação:
a)A Assembleia Geral;
b)A Direcção;
c) O Conselho Fiscal.
Artigo sétimo
1 - A Assembleia Geral é constituída por todos os associados no pleno gozo dos seus direitos e é dirigida pela Mesa da Assembleia Geral, composta por cinco associados, dos quais um é o Presidente.
2 - A sua competência e forma de funcionamento regula-se pelas normas legais aplicáveis, nomeadamente pelos artigos cento e setenta a cento e setenta e nove do Código Civil.
Artigo oitavo
1 - A Direcção é composta por cinco associados, um dos quais será o Presidente.
2 - Compete-lhe, nomeadamente, a gerência social, administrativa, financeira e disciplinar da Liga.
3 – A representação da Liga, em juízo ou fora dele, compete ao Presidente da Direcção.
4 - Em caso de alienação de património a Liga obriga a assinaturas entre os membros da direcção.
Artigo nono
1 - O Conselho Fiscal é composto por três associados, dos quais um será o Presidente.
2 - Compete-lhe fiscalizar os actos administrativos e financeiros da Direcção e verificar as suas contas e relatórios, dando parecer sobre as mesmas.
Artigo décimo
A Liga não tem fins lucrativos, goza de gestão própria, autonomia administrativa e financeira e rege-se pela lei geral e pelos presentes estatutos.
Artigo décimo primeiro
Para deliberar sobre a dissolução da Liga são necessários os votos favoráveis de três quartos do número de todos os associados.
Artigo décimo segundo
A Liga pode filiar-se em organizações regionais, nacionais ou supra nacionais cujo carácter ou âmbito possam contribuir para os objectivos a que esta se propõe.
Artigo décimo terceiro
O património da associação é constituído pelas quotas dos associados cujo montante será fixado em Assembleia Geral, das receitas de iniciativas próprias e ainda por quaisquer donativos ou subsídios que eventualmente venham a ser feitos por quaisquer entidades, singulares ou colectivas.
Artigo décimo quarto
Os direitos e obrigações dos associados, suas categorias, condições de admissão e exclusão, constarão de um regulamento geral interno, cuja aprovação e alteração serão da exclusiva competência da Assembleia Geral.
Tags: amigos, augusto cabrita, barreiro, carência, cristóvão, escola, liga, pobreza, rankings, rosmaninho, solidariedade, Sucesso






20 20UTC Março 20UTC 2008 às 15:21
Ao António e à Vanessa um beijinho muito especial por se terem lembrado da Liga dos Amigos da ESAC, bem como pelo carinho e disponibilidade com que sempre nos rodearam durante este período das entrevistas. Foi com grande prazer que participei nesta entrada do Olhudo e estou muito grata por esta voz que não deixa esquecer, mais, que lembra o que deve ser lembrado.
Um enorme beijo
9 09UTC Abril 09UTC 2008 às 20:39
Já era tempo de alguém, dentro da própria Escola, lembrar-se da LIGA já que a LIGA se lembra de tanta gente!
Este destaque é bem merecido. Estou certa de que este gesto levou às responsáveis uma boa dose de força e de coragem para continuar este trabalho de solidariedade.
23 23UTC Abril 23UTC 2008 às 1:24
Aos responsáveis por este excelente trabalho de divulgação da Liga dos Amigos da ESAC, MUITO OBRIGADO. Esta é mais uma prova de que todos juntos podemos tornar possivel a concretização dos objectivos desta modesta organização.
Gostaria ainda de salientar que eu e a Anabela somos o rosto mais visivel da Liga, no entanto, existem outras pessoas que na retaguarda colaboram tanto ou mais do que nós.
Um grande Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii Coração
23 23UTC Abril 23UTC 2008 às 14:00
É bom darmos a reconhecer, que ainda existem pessoas, que se preocupam com os outros.
Quanto a mim, tive muito gosto, em fotografar as responsáveis desta organização e obrigada pela enorme simpatia que me conferiram.
Um grande beijinho para as responsáveis da liga dos amigos.
24 24UTC Novembro 24UTC 2008 às 18:41
Olá Anabela
Parabéns pela magnífica obra que conseguiste realizar dando seguimento ás tuas genuínas preocupações com as crianças desfavorecidas.
Bjoca
Serafim
23 23UTC Maio 23UTC 2009 às 16:13
Olá ESAC!
Assisti à fase embrionária deste projecto (se não me engano, num dos maravilhosos almoços de Natal da nossa ESAC, com todas aquelas belíssimas iniciativas em que toda a comunidade escolar participava com afinco – “amigo secreto”, quadras dedicadas aos colegas, Projecto “Natal para Todos”… Que saudades!) Mas já nem me lembrava e, muito menos, que tinha ido adiante!… Que bom! Parabéns a toda a ESAC e um bjinho especial para as meninas que estão à frente da Liga!
Ana Batalha
(Ainda se lembram de mim?!)